Editorial

Matemática para Filósofos

Se a princípio do século II, o filósofo Teón de Esmirna escreveu o livro “Matemáticas para entender Platão”, quase dois mil anos depois, desde esta mesma Nova Acrópole em Portugal, sentimos o seu mesmo entusiasmo, aprendemos das suas ideias e lançamos a nossa revista “Matemática para Filósofos” para os enamorados da beleza matemática, para os enamorados da Verdade.

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  • 1 de Maio, 2019
  • by José Carlos Fernández
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O que geralmente não pensamos é a importância vital deste conceito filosófico primeiro, o de função, no desenvolvimento da ciência moderna, impensável sem a dita. De facto, quando afirmamos que as leis da natureza estão regidas por números, isto assim é graças às funções. E o conceito de função que estudamos rapidamente na matemática, é vital para tentar medir o dinamismo da Natureza.

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É necessária audácia para se tentar definir a quantidade.
Com todas ressalvas de modéstia, justas e necessárias, a nossa definição é esta: a quantidade é uma ideia em movimento.

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O desejo individualista do nosso tempo, com frequência, talvez, nos faça ler a história em geral e a história da Filosofia em particular, com uma influência da nossa própria mentalidade: refiro-me à necessidade de descobrir quem foi o primeiro a falar deste ou daquele conceito, quem foi o descobridor desta ou daquela verdade, quem é o possuidor deste ou daquele conhecimento científico, filosófico ou artístico.

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“O “Fogo” é mencionado em todos os Livros Sagrados hindus, assim como em todas as obras cabalísticas. O Zohar explica-o como o “Fogo Branco Oculto, no Risha Havurah”, a Cabeça Branca, cuja Vontade faz emanar o fluido ígneo em 370 correntes em todas as direcções do Universo.” – H.P.B.

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Desde o artigo anterior sobre numerologia simbólica, que nos encontramos numa zona de indefinição.
Imaginai o que acontece quando um impulso que surge desde algo que é desconhecido começa a insinuar-se na vossa mente, tomando primeiro uma forma visual-mental e trazendo para ele elementos cerebrais armazenados anteriormente. Ainda sequer a ideia final se concretizou, mas algo começa a mover-se. Então pegas numa caneta, aproxima-la do papel e começas a… escrever este artigo.

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A sua obra é vasta e decisiva na História da Matemática europeia do século XVI. Marca a ciência do seu tempo nas áreas da Geografia, Geometria, Astronomia, Cosmografia e Náutica, e Matemática. Como tónica principal, vemos uma capacidade do autor em recolher o conhecimento do passado estudando aprofundadamente os autores clássicos e seus predecessores próximos mas com uma atitude de grande exigência, reflectindo sobre os problemas das várias áreas: geografia, cosmografia, geometria, álgebra. Contudo, não se limitando a ser justo herdeiro do saber passado, Pedro Nunes faz comentários e anotações procurando corrigir os erros das obras chegadas até ele.

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O grande Richard Feynman (1918-1988), na sua obra QED: Strange Theory of Light and Matter (1), dizia em 1985, referindo-se à Constante da Estrutura Fina, conhecida pela primeira letra do alfabeto grego alfa (α) e definida pela fracção 1/137: “Tem sido desde sempre um mistério desde que foi descoberta há mais de 50 anos, e todos os melhores físicos teóricos deverão colocar este número nos escaparates dos seus gabinetes revelando a sua preocupação e ignorância com a sua existência. De imediato deverá gostar de saber a sua origem: estará ligada a pi (π) ou talvez à base dos logaritmos naturais? Ninguém sabe.”

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Quando os gregos observaram as pirâmides do Egipto, deram-lhes o nome de Fogo “Pir”, porque o fogo adopta, de forma natural, essa forma ascendente e piramidal. O símbolo do fogo, que sempre é vertical, representa o espírito que pode incendiar tudo ao seu redor, ou seja, levar a sua ideia a outros lugares. É símbolo, pois, da Ideia Espiritual que ilumina e se transmite.

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Mas Platão também fala no “verdadeiro Número” que está na Essência afirmado assim, contrariamente, uma auto-subsistência do Número que não está na mente numeradora e é realidade em si, uma noção despertada na mente por efeito da mutabilidade do mundo dos sentidos.

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Podemos ironizar com este título recordando o mistério que para os antigos matemáticos gregos supôs este universo, e como os pitagóricos valorizaram a sua natureza irracional, ao ponto de, diz-se – o que é absolutamente falso, um infeliz rumor – teriam assassinado o seu descobridor.

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Durante o século XIX, arquitetos e arqueólogos tentaram descobrir explicações e chaves para as belas proporções dos monumentos gregos e góticos; descobrir, isto é, se os seus construtores tinham regras e canones explícitos de proporção e desenho, ou se a perfeição desses monumentos se devia apenas a uma mistura de sorte e bom gosto.

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Vivemos rodeados de tecnologia. Estamos sempre acompanhados por algum dispositivo tecnológico, alguns aparentemente simples, como um “relógio inteligente” ou uma “smart TV” e outros mais sofisticados como um “smartphone”. Também dispomos de “assistentes virtuais inteligentes” que interagem connosco, recebendo ordens, “conversando” e até dando conselhos. Pouco a pouco, nas nossas casas, há cada vez mais dispositivos ligados uns aos outros ou a uma “central inteligente”.

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Vamos tentar apresentar o fantástico mundo das matemáticas antigas, onde o valor fundamental era a mente do homem, sem limitações externas, dependendo unicamente do seu engenho. As matemáticas são a priori, – portanto, não dependem da sua aplicação, mas da genialidade com que são usadas.

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Justifica-se o completo abandono da Numerologia por parte da Ciência pelo facto de não representar qualquer realidade verificável e é relegada, portanto, para a categoria das pseudo-ciências. Os matemáticos deixaram de fazer há muito tempo este tipo de cálculos.
Do meu ponto de vista, têm razão porque se existe uma Numerologia realmente esotérica não está ao alcance do comum dos mortais, portanto especular com ela não tem muito sentido. Por outro lado, se se trata de uma brincadeira com números em busca de finalidades como a previsão do futuro, o cumprimento de certas profecias, etc., etc., além de ser uma falsidade, cairemos então nas mais ridículas teorias e absurdas patranhas.

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1 Estatua de Platón en la Academia de Atenas. Creative Commons

A palavra filosofia está composta das palavras gregas φίλος (philos), que gosta, que ama e σοφία (sophia), sabedoria, ciência, conhecimento.
Através das etimologias destas palavras podemos captar uma relação muito estreita entre estas duas disciplinas. No entanto, esta relação pode ser captada de várias outras formas.

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